Igor Garcia
Aproveitando o bolão da Copa sobre a selação, até porque o jogo daqui a pouco tem uma comoção familiar por eu ter dupla nacionalidade, ou seja, graças a Deus eu não sou francês, montei uma enquete sobre o resultado da próxima partida para saber quem vai perder para o Brasil no sábado!



Qual o Resultado do Jogo Espanha X França?

Vitória da Espanha

Derrota da França

Tanto faz, acho o futebol europeu uma m...












Beijos, abraços e um remedinho de vez em quando!
Igor Garcia

A pouco tempo venho conversando com amigas sobre a tarefa de ter um filho. Fazer é uma delícia, depois de feito é que vem os problemas...quer dizer a tarefa de educá-lo! Especialmente para minha amiga Simone, esse é um e-mail que recebi de um Head Hunter conhecidíssimo, com MBA, PH.D e o caralho em Recursos Humanos e Gestão de Pessoas, um treinamento para gestão de bebês! Para quem quer ter ou quer ter mais de um, digira com moderação ;-)!

CURSO DE TREINAMENTO E APERFEIÇOAMENTO PARA A CRIAÇÃO DE FILHOS (MÓD 1)

Comendo sopinha:
Faça um buraquinho num melão, pendure o melão no teto com um barbante
comprido e balance-o vigorosamente. Agora tente enfiar a colherinha
com
a sopa no buraquinho. Continue até ter enfiado pelo menos metade da
sopa
pelo buraquinho. Despeje a outra metade no seu colo. Não é permitido
gritar. Limpe o melão, limpe o chão, limpe as paredes, limpe o teto,
limpe os móveis à volta. Vá tomar um banho.
Tempo para execução da tarefa: uma tarde inteira.

Passeando com a criança:
Vá para a pracinha mais próxima. Agache-se e pegue uma bituca de
cigarro. Atire fora a bituca, dizendo com firmeza: NÃO!
Agache-se e pegue um palito de picolé sujo. Atire fora o palito,
dizendo
com firmeza: NÃO!
Agache-se e pegue um papel de bala. Atire fora o papel de bala,
dizendo
com firmeza: NÃO!
Agache-se e pegue uma barata morta. Atire fora a barata morta, dizendo
com firmeza: NÃO!
Faça isso com todas as porcarias que encontrar no chão da pracinha.
Tempo para execução: o dia inteiro.

Passando a noite com o bebê:
Pegue um saco de arroz e passeie pela casa com ele no colo das 20 às
21
horas. Deite o saco de arroz. Às 22:00 pegue novamente o saco e
passeie
com ele até às 23:00. Deite o saco e vá se deitar. Levante à 1:30 e
passeie com o saco até 2:00. Deite o saco e você. Levante às 2:15 e vá
ver a sessão corujão porque não consegue mais pegar no sono. Deite às
3:00. Levante às 3:30, pegue o saco de arroz e passeie com ele até às
4:15. Deitem-se os dois (cuidado para não usar o saco de travesseiro).
Levante às 6:00 e pratique o exercício de alimentar o melão. É
permitido
chorar.

Repita tudo o que disser, pelo menos cinco vezes. Repita a palavra NÃO
a
cada 10 minutos, fazendo o gesto com o dedinho. Gaste uma parcela
significativa do seu orçamento com leite em pó, fraldas, brinquedos,
roupinhas. Passe semanas a fio sem transar, sem ir ao cinema, sem
beber,
sem sair com amigos.

Ah e não é permitido enlouquecer...

Beijos, abraços e um remedinho de vez em quando
Igor Garcia
“Minha vida, meu aplauso

Fiz de minha vida um enorme palco
Sem atores, para a peça em cartaz
Sem ninguém para aplaudir este meu pranto
Que vai pingando e uma poça no placo se faz.
Palco triste é meu mundo desabitado
Solitário me apresenta como astro
Astro que chora, ri e se curva à derrota
E derrotado muito mais astro me faço.
Todo mundo reparou no meu olhar triste
mas todo mundo estava cansado de ver isso
e todo mundo se esqueceu de minha estréia
Pois todo mundo tinha um outro compromisso.
Mas um dia meu palco, escuro, continuou
E muita gente curiosa veio me ver
Viram no palco um corpo já estendido
Eram meus fãs que vieram pra me ver morrer.
Esta noite foi e a noite em que virei astro
A multidão estava lá, atenta como eu queria
Suspirei eterna e vitoriosamente
Pois ali o personagem nascia
E eu, como ator do mundo, com minha solidão...
Morria!

(Anderson) Sandra Mara Herzer�

Nascido(a) no interior do Paraná no dia 10 de junho de 1962 era deixado aos cuidados da avó paterna. O pai foi assassinado a tiros quando Herzer era ainda muito pequeno. A mãe era prostituta, pouco o via. A mãe também morreu cedo. Foi então adotado por um casal de tios com quem passou a tratá-los por pai e mãe. Logo no início da adolescência encontrou na bebida um refúgio. Aos 13 anos teve um namorado chamado Bigode que morreu tragicamente em um acidente de moto. Divergências familiares e seu envolvimento com bebida levaram seus "pais" a se livrar dele enviando-o para a FEBEM sem nunca ter cometido qualquer crime. De então sua vida, dos 14 aos 17 foi entre uma unidade e outra da FEBEM com pequenos períodos de fuga, onde "respirava" o mundo exterior.

Essa é a pequena e fulgaz história de Sandra Mara Herzer, a poeta de literatura Marginal, muito pouco conhecido e felizmente com um admirador desde sempre: eu! Conheci o livro de Herzer em 1996 e desde então nunca mais o vi. Garimpando titulos em busca de informações de apoio para meu trablho de violência infantil, encontro o livro de Herzer como REFERÊNCIA a esse tema. Muitíssimo bem colocado e aplicado, qq um deveria ler e se aprofundar na vida dela, que se caracterizou como homem para obter uma defesa perante tudo que ela sofreu.
Literatura antes de ser classificada, não pode deixar de lado um de seus maiores objetivos: difundir a cultura. Literatura marginal, Capítulo à parte. Desvio de uma realidade em que muitas pessoas acham exagerada. Esse é um relato seco e sofrido, onde mais do que ver, nada mais sincero do que nos fazer enxergar.

Reflita sobre seu sofrimento atual, e agradeça sempre por não ter que mudar sua personalidade para sobreviver. Adaptado para o teatro, é encontrado nos melhores sebos do Rio:

A QUEDA PARA O ALTO
Sandra Mara Herzer
Editora Vozes

Beijos, abraços e um remedinho de vez em quando...
Igor Garcia
Todos aqueles seres humanos que passaram por um final de período com uma bateria de provas e uma caralhão de trabalhos para entregar, sabem perfeitamente o que é essa época! (A não ser aqueles que ainda não fizeram uma monografia! Essa sim é uma linha tênue entre a sanidade e a loucura!) Eu que não durmo mesmo desde inicio de maio já me acostumei. Graças aos céus e não a Santo Antonio, essa é a ultima semana e estarei respirando aliviado com uma garrafa de vinho de 5 litros ligado a uma bomba de oxigênio! Por isso passei um tempo sem postar nada!;-)
Como ainda estou terminando de digitar um ultimo trabalho, existem dois deles em especial: um sobre Psicologia e a Violência Infantil e outro sobre Cultura Brasileira e o Casarão dos Prazeres de Santa Teresa (que o Diretor do Dept de Patrimônio Histórico e Cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro achou que fosse um puteiro! Qq amigo ou amiga eu entendo, mas esse cara foi foda!), onde fiz diversas pesquisas em livros sobre o tema, interessantíssimos sobre a criminalidade no Rio de Janeiro. Não que uma overdose de violência seja comum a todas as pessoas que moram aqui, mas fingir que não é contigo ou fingir que não existe é mais fácil do que vc PROCURAR violência o tempo todo. E absurdos, insensatez e incredulidade a parte, as coisas são bem piores do que são! Qunado tudo estiver terminado eu dou uma palhinha sobre os temas!


Copa? Quem ouviu falar de Copa? Ah sim! Só o fato de eu não ter tido duas provas em dois dias porque um dos dias foi jogo do Brasil, e infelizmente a professora de Lingüística teve que dar as DUAS provas em UMA só, e eu me prejudicar por causa disso fez com o que todo brasileiro “patriota� não faz em tempo como esses: quero que a Copa se foda!

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Só para dizer que não ligo taaaaaaaaaanto assim para copa, aqui vai o grito de guerra na péssima atuação do Brasil no jogo contra a Croácia:

"Camisa feia / De quadradinho / Todo croata que eu conheço é viadinho!"


Beijos, abraços e um remedinho de vez em quando...
Igor Garcia

Consomedor
Originally uploaded by Igor Garcia.
Quanto mais eu como, mais eu emagreço.
Quanto mais me somo, mais desapareço.
Quanto mais me domo, mais enlouqueço.
E quanto mais cromossomo, mais aconteço.

Some homem mais arte e mata a fome em parte.
Consome a fome de arte e se nasce um homem totalmente à parte.
Na arte da fome de ser homem, transmuta a fome da arte no homem sem parte, que parte com fome e não some.
Soma.
E deixa à todos uma sublime felicidade de sonhar que desta arte também fazemos parte.

(Moska)