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Igor Garcia

Henri Cartier-Bresson, grande fotógrafo francês, gostava de fotografar com uma câmara Leica, com uma objetiva 50 mm. Um bom campo de visão, lentes cristalinas – as melhores que há – a praticidade do filme 35mm e o límpido visor telemétrico fazem dela uma câmara praticamente perfeita. Contudo, a escolha de Bresson tinha muito a ver também com aparência: a Leica é pequenina, tem um design simples, é uma câmara discreta. Com ela, ele podia sair pelo mundo e clicar sem ser notado, sem gerar frisson, interferindo o mínimo na cena, como era desejo dele.




O interessante nesta reflexão que Cartier-Bresson fez da fotografia é que ela vale para todos os setores da vida. As escolhas que fazemos, os caminhos que tomamos, as coisas que falamos podem mudar o curso de nossas histórias. São resultados irrevogáveis como as manchas que a luz provoca na prata do filme. A vida está repleta de instantes decisivos, impossíveis de se apagar. Devemos aproveitá-los, apreciá-los e refletir sobre eles o tempo todo. Contudo, como o próprio Bresson afirma, no ensaio, não podemos só pensar na composição, digo, nas conseqüências. Devemos deixar a intuição nos dizer o que fazer, para analisar tudo depois, com calma, no escuro do laboratório, ou melhor, na quietude de nossas mentes.


Essas fotos não são de Cartier, são exemplos de fotografia de Instantes Decisivos, o momento crucial, o climax da fotografia, o "momentum" mas precioso da composição, cujo termo foi o PRÓPRIO Cartier que criou para definir aquele milésimo de segundo paralizado tão significativo. Se alguém souber o autor dessas fotografias me informe que colocarei os créditos.

Essa é a obra de Henri Cartier. Esse ano é o Centenário do ano de seu nascimento.

Um instante decisivo é o que tenho na vida todos os dias. E a vida continua...

Henri Cartier Foundation
Igor Garcia
Todo mundo já viu, recebeu alguns anuncios que o publicitário deveria ser um estágiário, um drogado ou algum piroca das idéias da vida, pela merda de anuncio, propaganda, slogan ruim, sem graça, escroto ou pior, tem dois ou tres sentidos diferentes! Esse site publica vários anuncios IMPUBLICÀVEIS, ou seja, anuncios que poderiam especificar a totalidade de seus produtos, mas com sarcasmo, ironia, putaria ou qualquer outra coisa, que mesmo que o produto não vendesse porra nenhuma, já arrancaria várias risadas!!

O site é DesenCannes.com

Tem concursos para quem quiser mandar sua pérola infame, pode ser de qualquer produto conhecido, com uma nova roupagem, especialmente criativa! Malandragem, mãos a obra no Photoshop!

Existem pérolas de diamante, de ouro, de prata, de bronze e os xotes sem noção, que o cara refez uma propaganda tão escrota, que nem teve graça!

Eis algumas pérolas inteligentes e criativas:

VELHO BARREIRO


ARNO


LEVIS - Sempre Cai bem

PAPEL HIGIÊNICO SOFTYS


JHONNY WALKER - Do séc XX ao XXI

BAVARIA SEM ÁLCOOL


E uma xote bem escrotinha:

CASAS BAHIA

Igor Garcia
Existem escritores, poetas, músicos, artistas, autores, cinegrafistas e etc, que ultrapassam o seu tempo e são lembrados por décadas, séculos, milênios ou eras. Existem outros que não estão apenas a frente do seu tempo, mas sim que suas obras são imortais e de tão atualizada com o tempo atual, parece que foram escritas ontem. Dentre vários exemplos, como Maquiavel, descobri um poeta romano chamado Ovídio.
Ele escreveu praticamente um guia da paquera chamado "A Arte de Amar" e foi expulso de Roma pelo imperador Augusto, que achava a obra imoral. Tudo isso no ano 8! O cara poderia ser hoje colunista da Playboy, Revista VIP, Trip, TPM ou ser apresentador da MTV ou do Altas Horas. Como poeta, Ovídio influenciou Dante, Milton e Shakespeare.

Dois mil anos depois, algumas de suas dicas que valem para o século 21:

1 - IDE PARA A RUA;

"A multidão é útil, jovens beldades. Levem sempre seus passos errantes para fora de casa. O acaso desempenha seu papel em todo lugar: jogue sempre o anzol na água. Onde vc menos espera pegar um peixe, haverá um."

2 - BEBEI COM MODERAÇÃO (numa época onde Lei Seca é uma piada e os romanso bebiam vinho como água);

"O vinho prepara corações e os torna aptos aos ardores amorosos, as preocupações fogem e se afogam nas multiplas libações. Qual é a justa medida a ser conservada ao beber? Que sua inteligência e seus pés continuem exercendo o ofício deles."


3 - PREPARAI-VOS;

"Esconda os defeitos, e, o quanto possível dissimule suas imperfeições físicas. Se vc é pequena, sente-se; em pé, evite que a creiam sentada; e estenda sua miúda pessoa sobre o leito. Mesmo lá, deitada, para que não se possa avaliar seu tamanho, jogue seobre si uma roupa que esconda seus pés."

4 - SEDE UM CORNO MANSO (Essa é FODA!Fingir que ela não tem um amante para que ela não saiba das suas. Na Roma antiga era comum, principalmente os homens terem 3 a 5 amantes, entre mulheres, homens e meninos de 14 a 16 anos)

"O melhor é ignorar tudo. Deixei-a ocultar suas infidelidades e não a force a mudar sua fisionomia para fugir ao rubor da confissão. Razão a mais, jovens, para evitar surpreender suas amantes. Que elas os enganem, e que enganando-as elas pensem que os estão enganando!"

5 - SE LEVARDES UM FORA

"Evite reler as cartas de sua amante que você guardou, almas firmes ficam abaladas quando relêem tais cartas. Jogue tudo no fogo, por mais que isso lhe custe, e diga 'Que esta seja a fogueira que amortalhará meu amor.'"

Seis anos depois ele escreveu a obra Metamorfoses, que em 15 livros, conta toda a criação do mundo pela mitologia greco-romana.
Isso é um poeteiro de mão cheia.
Igor Garcia

"Qualquer situação na qual você se encontre é um reflexo exterior do seu estado interior de existência."
El Morya
Igor Garcia

"Assim como um dia bem aproveitado proporciona um bom sono, uma vida bem vivida proporciona uma boa morte."
Igor Garcia

Cometi suicídio. Depois de preparar a seringa com uma quantidade suficiente de heroína e cocaína, juntos com alguns restos triturados de insetos para uma morte rápida, injetei a dose com tanta rapidez que chegou a fazer um calombo no meu braço. Em menos de 5 minutos começei a ter uma convulsão, minha cabeça se sacudia violentamente enquanto eu espumava pela boca, saliva, muco, pus, sangue ou tudo junto, numa química indescritível da nojenta excreção daquilo que me envenenava. Enquanto meu corpo ia parando, minha visão ficou turva, desnorteada, daltônica, quando vi ao lado da minha cabeça, eu estava deitado sobre meu próprio vômito, junto com outros fluidos, bílis eu acho, e um pedaço de mim boiava naquela poça. Quando parei com minha cara naquela mistura, já não sentia mais cheiro de nada. Um gemido cavernoso e continuo (algo como aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa) saiu de minha boca durante o próximo minuto até eu morrer.

O difícil foi conseguir levantar da cama depois de um sonho desse. Juro que até meu braço coçou, como se eu ainda sentisse uma seringa ali...

Isso desencadeou no fato de nascer uma idéia, um insight. Claro que não tem nada a ver com seringas. Falo da destruição de alguns caminhos, desconstrução de alguns alicerces, e de parte de minha personalidade perante (a falta de) os resultados.
Li um texto sobre uma afirmação perfeita: destruir ou desconstruir.

Sinceramente, penso que são pouquíssimas as relações na vida que precisam ser realmente destruídas, exterminadas. Eu oscilei entre a destruição e a desconstrução em vários aspectos. Eu sei que existem situações horrendas. Mas, mesmo que você viva, eu já vivi várias, a pior relação em sua existência, ainda assim, acredito que poderemos encontrar juntos algum aspecto dela que tenha servido de aprendizado, e que deveria ser bem guardado como experiência de vida. É praticamente impossível você viver um relacionamento tempestuoso na vida, um momento de sofrimento e dor, de angústia e tristeza, sem que ao final você não colha aprendizado e consequentemente crescimento. E isso eu falo de todos os tipos de relacionamentos que temos ao longo da vida, profissionais, pessoais, sociais, afetivos, familiares, etc. A diferença é sutil, mas as consequências são ainda piores.
Quando nós destruimos, é praticamente uma explosão em cadeia ou uma implosão. Você fragmenta, desintegra, parte, despedaça, arrebenta, nada fica inteiro, nada é aproveitado. Se você age assim no fim de um relacionamento você gera rancor, amargura, ódio. Sentimentos destrutivos que geram repulsa. Cria uma nuvem de poeiras nos olhos, restos de demolição, que lhe impede de enxergar as coisas boas que existiram. Ou quando as enxerga, tenta de todas as formas negá-las como tendo sido boas. Passa a dizer que foram falsas, que foram perda de tempo. O resultado final é conhecido: dor, ódio, raiva etc.
Por outro lado, quando você desconstrói, você nem explode, nem implode, nem derruba, nem demole. Você subtrai, tentando ao máximo preservar a integridade dos materiais para reaproveitá-los. Ecologicamente falando, vc recicla aquele material que vc achava subaproveitado, para que seja renovado e reutilizado nos longínquos relacionamentos que nós teremos ao longo da vida.
Claro que nem sempre isso parte de vc. Algumas vezes, mesmo que tenhamos uma iniciativa para desconstruir, usando a principal ferramenta, o diálogo, nem todo mundo está aberto a essa opção.

Muitas coisas eu desconstrui ao longo do tempo, muitas me abriram novas oportunidades, outras me fecharam a porta na cara e por ultimo tem aqueles aspectos que de nada me acrescentaram e só veio a me prejudicar ainda mais, ou pior, quantas novas oportunidades eu poderia ter aproveitado se houvesse uma simples mudança de atitude, de ação, de humor, de ponto de vista, de diálogo, de paciência. Obviamente mudanças tão significativas não acontecem da noite pro dia. Vou acordar e hoje serei rico! Elas ocorrem em singelas parcelas homeopáticas, dosadas a cada minuto, a cada hora, muitas vezes imperceptível aos nosso próprios olhos. Mas para que elas aconteçam na dosagem, e na frequencia constante, eu resolvi limpar o terreno com uma auto-destruição. Chega de passar o resto do tempo abatido, fragilizado, doente, sem fôlego. Essa foi minha opção, minha escolha e de mais ninguém. Nossa natureza é imutável, mas nossa personalidade muda constantemente ao longo da vida.

Chama-se Evolução.

Na mesma noite em que me suicidei, tive outro sonho. Variação do mesmo tema sem sair do tom.

Estava atracado num ancoradouro depois de passar por mais uma tempestade. Sim eu não estava em um barco, eu era O barco. E vivia numa tempestade tão grande quanto um tsunami, nunca diminuia, nunca passava, nunca vinha a verdadeira bonança. O tempo estava fechado, o vento fortíssimo, o mar estava arredio, o casco solavancava no ancoradouro por causa das ondas. A cada corda que eu arrancava, a cada nó que eu desfazia, era uma idéia que surgia na cabeça. Era menos uma amarra. Mais próximo eu estava de zarpar, talvez em mais uma nova tempestade. Porém isso nunca aconteceu.

Eu não estava simplesmente ancorado, eu estava ENCALHADO. Como um barco fica encalhado com uma tempestade dessas? Todas as amarras foram soltas e flamejavam com o vento, rebatendo todas elas no casco como se fossem chicotes. (acredito que Jung teria adorado me ouvir contar essa história...) Então de súbito desespero, raiva, ódio, impaciencia e praticidade, resolvi "abandonar o barco", porque aquele invólucro estava sendo inútil: INCINEREI-O por completo! Com a ventania, o fogo se arrastou pelo ancoradouro, pela costa, pela mata, a coluna de fogo tinha quilômetros de altura.

Acordei encharcado de suor, mesmo com o ventilador ligado. E entendi a mensagem...

Morra e Mude.

Troque suas folhas e mantenha sua raízes.

Aproveito para divulgar a mais nova música do Lenine, É o que me interessa. Baixem Aqui.

Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Por trás do seu sossego, atraso o meu relógio
Acalmo a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa
Igor Garcia



Entre o morrer e o nascer;
entre o despertar e o sonhar;
entre o odiar e o amar;
entre o caminho e a neblina;
entre o foco e o embaço;
entre a emoção e a razão;
entre a audácia e o medo;
entre o desespero e a fé;
entre a loucura e a sanidade;
entre o orgulho e a vergonha;
entre a crença e a dúvida;
entre a saúde e a dor;
entre o psíquico e o espírito;
entre o vacilo e o equilíbrio;
entre a consciência e a paz;
entre as trevas e a luz;

Em algum momento a nossa Alma reflete.
Em qual momento reflete a sua?
Igor Garcia

Sábado de manhã. O amargor do café num palato acostumado com glicose lembra as características dele em mim mesmo: estou com um aroma de grãos tostados exalando pelos poros e amargo demais.
Definitivamente, já listei tudo que detorpe meus sentidos mais insanos, mais puros, mais sensatos e mais sujos, para rasgar a lista inteira em pedaços, queimá-la com todo ódio destilado inerente aquilo e aqueles que conseguem estragar a si mesmos como carne putrefata. Não tenho talento para poesia, poema, filosofia barata ou metáforas distorcidas. Mas quando alguma coisa tira meu equilíbrio por pura, ínfima, lapidada, cristalina BURRICE E UMA PUTA DUMA IGNORÂNCIA, eu arranco pele, carne, porra e tripa para voltar a me sentir leve e me manter de pé. O meu espírito ignora, apaga, deleta, ESQUECE coisas tão vis porque ele é ilimitado, imaterial e imortal. Já a mente é pequena, uma fração de um todo e por isso reage de maneira...humana.

Leveza. O espírito encarcerado nesse invólucro pesado, fedido, distorcido, podre e frágil chamado corpo, traz a interconectividade da nossa mente a um fluido universal, nos ligando a uma energia abissal e primária, existente quanto tudo era apenas trevas. Leveza. É o mínimo que o corpo consegue quando seu espírito retorna do reino dos sonhos.

Pai, para quem eu oro consiga, um dia, enxergar além da carne, a subjetividade TÃO limitada da própria mente.

E ao invés da minha cabeça latejando pela insonia, a unica coisa que eu quero ouvir de manhã é o aroma esfumaçento de um delicioso café.
Igor Garcia

"Para a maioria, quão pequena é a porção de prazer que basta para fazer a vida agradável! Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."
Frederick Nietzsche

Acredite. Ame. E tenha irreversivelmente o mais intenso de todos os orgasmos!


Feliz dia do Orgasmo!

Para os curiosos e pervertidos, um site francês com videos de homens e mulheres tendo orgasmos: Beautiful Agony. Dica da URBAN

Créditos: Glamurno.com e Oleg Kosirev
Igor Garcia
Domingo, horário de Brasília, 19 horas, Uruguaiana, Centro do Rio. Tendo pelo menos um dia de paz...


Foto tirada de um Nokia 6125. Quem conhece a esquina da Rua da Carioca com Uruguaiana sabe, que o melhor momento de vc fotografar com uma camera ali é calçando um bom tenis de corrida. Ainda mais domingo.