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Igor Garcia
Livros, xerox, encadernados, tomos e livros! Sambei que é uma beleza nesse Carnaval debruçado e estudando um livro de História. Sambei com gregos, troianos, romanos, sarracenos, otomanos, árabes, francos, egipcios, hunos, bizantinos, constantinopolenses, galeses, germanos, anglo-saxões e uma infinidade de outras culturas. Tantos estudos, e tantas bibliotecas construidas ao longo da história, das placas de argila a Guttenberg, me lembrou da maneira mais minuciosa, digna de um bibliógrafo, de conservação de tantas obras ao longo do milênio. Como não participei da Blogagem Coletiva O livro da minha vida, recomendo esse texto do Alessandro Martins, de como preservar os livros das suas vidas, para essa vida e a vida dos seus tetranetos.

COMO TORNAR SUA BIBLIOTECA MAIS CONHECIDA QUE A DE ALEXANDRIA

  1. Grandes quantidades de livros são pesadas. Dê atenção a espessura das prateleiras.
  2. O livro deve ser constantemente manuseado. O virar das páginas oxigena o material, impede a acumulação de microrganismos que atacam o papel e colabora para que as folhas não fiquem ressecadas e quebradiças.
  3. Folheie rapidamente, mas cuidadosamente, o livro sempre que for colocá-lo de volta na prateleira. Isso vai arejá-lo.
  4. Não guarde os livros acondicionados em sacos plásticos, pois isto impede a respiração adequada do papel.
  5. Evite encapar os livros com papel pardo ou similar. Essa aparente proteção contra a poeira causa, na realidade, mais dano do que benefício ao volume em médio e curto prazo. O papel tipo pardo, de natureza ácida, transmite seu teor ácido para os materiais que estiver envolvendo (migração ácida).
  6. Faça uma vistoria anual. Retire todos os livros, limpe-os com um pano seco. Limpe a estante com um pano úmido. Evite passar produtos fortes do tipo lustra-móveis, já que seus resíduos podem infiltrar no papel.
  7. Deixe sempre um espaço entre estantes e parede. A parede pode transmitir umidade aos livros. E, com a umidade, surgem os fungos.
  8. Armários e estantes devem ser arejados. Estantes fechadas devem ser periodicamente abertas.
  9. Estantes de metal são preferíveis do ponto de vista da conservação dos livros.
  10. Não use clipes como marcadores de páginas. O processo de oxidação do metal mancha e estraga o papel.
  11. Em estantes de madeira, pense em revestir as prateleiras com vidro. Não use tintas a base de óleo.
  12. Bibliotecas devem ser freqüentadas. Nem pense em porões. Baixa freqüência de pessoas aumenta a insidência de insetos. Considere um tratamento anual contra traças.
  13. Não guarde livros inclinados. Aparadores podem mantê-los retos.
  14. Encadernações de papel e tecido não devem ser guardadas em contato direto com as de couro.
  15. Na prateleira, os livros devem ficar folgados. Sendo fáceis de serem retirados, duram mais. Comprimidos nas prateleiras, induzem a sua retirada de maneira incorreta, o que danifica as lombadas e fatalmente leva ao dano da encadernação. Livros apertados também favorecem o aparecimento de cupins.
  16. Quando tirar um livro da prateleira, não o puxe pela parte superior da lombada, pois isso danifica a encadernação. O certo é empurrar os volumes dos dois lados e puxar o volume desejado pelo meio da lombada.
  17. A melhor posição para um livro é vertical. Livros maiores devem ter prateleiras que permitam isso. Em último caso deixe-os horizontalmente, tomando-se o cuidado de não sobrepor mais de 3 volumes.
  18. Luz do sol direta nem pensar. O sol desbota e entorta as capas.
  19. Se for um livro antigo ou de algum outro valor ou de maior sensibilidade, lave as mãos antes de folheá-lo, já que mãos engorduradas contribuem para a aceleração da decomposição do papel. Evite umedecer as pontas dos dedos com saliva para virar as páginas do livro.
  20. Ao ler um livro, evite abri-lo totalmente, como por exemplo, em cima de uma mesa. Isto pode comprometer a estrutura de sua encardenação.
  21. Não utilizar fitas adesivas tipo durex e fitas crepes, cola branca (PVA) para evitar a perda de um fragmento de um volume em degradação. Esses materiais possuem alta acidez, provocam manchas irreversíveis onde aplicado.

Aproveitando a demanda, eu também ganhei DOIS OSCARS! Dois selos que o Blogger se RECUSOU a armazenar no seu banco de dados por pura bandidagem! Alegando erro, erro, erro, Fê e Rê, os selinhos estão guardados para o próximo post!
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Igor Garcia

OS BÓRGIAS

Ah a Igreja Católica!! Eu juro que um dia eu terei que estudar teologia, preferencialmente numa instituição não ligada ao Catolicismo, para compreender a quantidade de PODER que ela detém desde seus primórdios. O Livro do Escritor ítalo-americano Mário Puzo identifica-os como a primeira família mafiosa da história e vê no seu poder, baseado numa grande rede de alianças criminosas, a origem do crime organizado. Alguém viu ou via a serie Familia Soprano? Conheça a Familia Bórgia e seu Capone, Don rodrigo Bórgia. Mesmo que até hoje se pague um alto preço por conta dos excessos e aberrações de alguns de seus dirigentes à época, diferente de atingi-la, serve para valorizar o trabalho e a fé de milhões de católicos que preservaram essa instituição de dois milênios de existência.

Ao falar desses desfiguradores, Don Rodrigo Bórgia é um modelo infelizmente muito copiado em nossos dias. Nascido na Espanha, nomeado cardeal pelo tio, papa Calixto III, mudou-se para Roma a fim de seguir a carreira eclesiástica. Como cardeal, usou dos métodos mais condenáveis para eleger-se papa no conclave de 1492. Já como papa Alexandre VI, adotou conduta e sentimentos nada evangélicos, sempre em proveito pessoal. Afinal, a cultura de uma máfia promulga isso, no sentido da lealdade e respeito pela cultura, familia e herança, existe para proteger os interesses do seus membros e garantir a liberdade de negócio em troca de lealdade absoluta á "Família". Homem de grandes ambições e apetites pelos prazeres mundanos, Rodrigo Bórgia abusou do luxo e do poder para atrair belas amantes, (pelo código canônico o Papa era proibido de casar, não de ter amantes. Palavras do próprio Alexandre VI) eliminar adversários e enriquecer os filhos. Tudo numa época em que o papa coroava reis.

Diante das incríveis façanhas de César Bórgia, o filho bastardo do Papa Alexandre VI, alguns autores lhe atribuem inspiração a Maquiavel. Mário Puzo cita seus encontros. Jean-Jacques Chevallier comenta as simpatias de um pelo outro. Sete anos mais velho que César, Maquiavel lia Ovídio, Dante e Petrarca, mas não perdia de vista as peripécias dos Bórgias.

César Bórgia, nomeado cardeal pelo pai aos 16 anos, renunciou ao chapéu cardinalício e pegou o dinheiro da Igreja para empreender o “melhor” negócio da época: fazer guerra. Contratou “bons” mercenários e partiu para tomar de assalto vários principados pelo interior da Itália.

Portanto, todas as tramas políticas-criminosas numa época teocrática, onde a Igreja Católica Apóstolica Romana era a percussora do domínio religioso, hierárquico, monárquico, bélico, diplomático, e porque não, econômico, de uma leitura fácil, rápida, envolvente e impactante, fazem parte do privilégio da leitura de Mario Puzo.

Ironico que as familias mafiosas, hoje e ontem, ainda são fáceis de encontrar aqui no Brasil nas mãos das oligarquias políticas (mesmo com a perda de alguns mandatos em 2006, mas sempre ativo em influencias e lobismo), por exemplo, os Magalhães na Bahia, os Sarney no Maranhão, os Melo em Alagoas (Collor de Melo), os Jereissati no Ceará, os Barbalho no Pará e de comunicação, como os Marinhos (Rede Globo), os Civita (Grupo Abril), os Abravanel (Grupo Silvio Santos), os Saad (Grupo Bandeirantes), os Sirotsky (Grupo RBS) e Câmara (Grupo Anhanguera Centro Oeste)

Nessas pela menos eu tenho certeza que ninguém unirá forças para crescer: todo mundo quer ser o Papa.

Mario Puzo nasceu numa família de imigrantes sicilianos que moravam em Hell's Kitchen , um bairro de Nova Iorque . Muitos de seus livros descrevem a herança siciliana.

O seu mais famoso trabalho, The Godfather (O Poderoso Chefão, no Brasil; O Padrinho, em Portugal), foi publicado em 1969, depois que Puzo ouviu sobre a máfia enquanto trabalhava como jornalista. Foi depois adaptado para o cinema pelo diretor Francis Ford Coppola, numa série de três filmes, lançados em 1972, 1974 e 1990, que fizeram imenso sucesso, ganhando diversos Oscar. Os dois primeiros filmes são considerados por muitos críticos de cinema como os maiores de todos os tempos.

Igor Garcia
Estou numa fase literária portuguesa. Tenho 3 livros do Saramago em cima de minha escrivaninha e ainda tem mais um a caminho, portanto se em algum momento, umas quanta luzes de sintaxe elementar com as elásticas subtilezas dos tempos verbais, não soarem tão português ora pois, já sabem o motivo! Aproveito a demanda e indico um livro fantástico, exorbitante e ao mesmo tempo surreal.

Para quem não conhece o estilo literário de Saramago, a primeira vista pode parecer um texto corrido, sem pausas contextuais. Mas tudo isso é proposital, Saramago não pontua nenhum de seus diálogos, os intercala com vírgula, e quase não usa pontos, a não ser em suas crônicas, nem parágrafos, o que pode fazer de uma única frase quase uma página inteira, ou seja, VOCÊ dita o ritmo da sua leitura da maneira q vc quiser, pontuando onde acha que pode ou não. Tudo é uma questão de hábito! Se eu me habituei (e desisti) ao estilo literário de Stephen King (que usa a narrativa descritiva a enésima potencia, e descreve um vento passando por uma janela em 3 páginas), vc tb consegue com o Saramago!

As Intermitências da Morte.

O que vc faria se no dia seguinte do Reveillon de 2007, à 00:00 do dia 01 de janeiro de 2008 ninguém morresse? Nem os doentes terminais, nem os velhos esperando a vida acabar, nem os suicidas, agonizando por toda eternidade com seu espírito preso a carne e quem sabe uma bala na cabeça? Vc ser atirado do 18º andar se transformar numa pasta de carne moída disforme VIVO? Imagina a dor infinita, se é que vc ainda tem cérebro com terminações nervosas que ligam aos sensores de dor, mas ainda preso a matéria? E se no mundo inteiro morressem normalmente, apenas um único país (abençoado por Deus?) houvesse imortalidade? Quer dizer que se eu passar da fronteira com o outro país eu posso morrer? Se meu estado é terminal e me levarem até lá é homicídio ou pena capital? Se eu for sozinho é suicídio? O que as pessoas dirão se eu levar meu pai?

Se sou imortal, para que eu tenho seguro de vida? Aliás, de que serve as funerárias para os imortais? Quer dizer que só os seres HUMANOS não morrem? As plantas e animais continuam morrendo? Então as funerárias enterrarão meu hamster? Como o Seguro Social pagará para os aposentados ad eternum? Como avós, bisavós, trisavôs, tetravôs, pentavós continuarão recebendo seu seguro? Se meus avós nunca morrem porque me preocupar com sua vida ou sua saúde, física ou mental? Como poderei ficar doente se os hospitais estão lotados de morto-vivos?

Mas se só no nosso país somos imortais quer dizer que fomos abençoados? Nosso país é ÚNICO no mundo? Abaixo os inimigos da vida, já que nós nem a morte tememos! Somos os escolhidos de Deus? Afinal, existirá Inferno, Purgatório e Paraíso? Se não morremos, que diferença faz ouvir isso da Igreja? Se não ressuscitaremos nem reencarnaremos, para que acreditar em qualquer religião? O que aconteceu com a Morte? Porque ela parou de Matar? Será que se aposentou? Mudou de ramo? Agora planta rosas para que crie a vida? Mas ela não está conosco no nascimento, quando surgimos, e quando morremos, e retornamos para lugar de nossas origens? Será q nunca mais voltaremos para nossas origens, se é que elas existem? Estou fazendo as perguntas erradas? A morte conhece tudo a nosso respeito e talvez por isso seja triste. Mas como um esqueleto com uma capa preta e uma foice pode ficar triste, com os olhos nublados de lágrimas? Ou será que A Morte, no feminino do singular seja feminina? Será que deu uma pausa para o café? Será que está de férias em Bora-Bora e tirou uma “siesta” mais prolongada? Não, impossível.

A Morte nunca dorme...

Faça as perguntas certas, sinta a imortalidade na pele, na mente, na imaginação e leia o livro! ;-)

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