Se você precisa de alguém para ser feliz, isso não é amor É CARÊNCIA.
Se você tem ciúme, insegurança e faz qualquer coisa para conservar alguém ao seu lado, mesmo sabendo que não é amado, e ainda diz que confia nessa pessoa, mas não nos outros, que lhe parecem todos rivais, isso não é amor É FALTA DE AMOR PRÓPRIO.
Se você acredita que sua vida fica vazia sem essa pessoa; não consegue se imaginar sozinho e mantém um relacionamento que já acabou só porque não tem vida própria - existe em função do outro - isso não é amor É DEPENDÊNCIA.
Se você acha que o ser amado lhe pertence; sente-se dono(a) e senhor(a) de sua vida e de seu corpo; não lhe dá o direito de se expressar, de ter escolhas, só para afirmar seu domínio, isso não é amor É EGOÍSMO.
Se você não sente desejo; não se realiza sexualmente; prefere nem ter relações sexuais com essa pessoa, porém sente algum prazer em estar ao lado dela, isso não é amor É AMIZADE.
Se vocês discutem por qualquer motivo; morrem de ciúmes um do outro e brigam por qualquer coisa; nem sempre fazem os mesmos planos; discordam em diversas situações; não gostam de fazer as mesmas coisas ou ir aos mesmos lugares, mas sexualmente combinam perfeitamente, isso não é amor É DESEJO.
Agora, sabendo o que não é o amor, fica mais fácil analisar, verificar o que esta acontecendo e procurar resolver a situação. Mesmo que a situação se confunda às vezes para você, o correto é que avalie a "PRESENÇA" e a "AUSÊNCIA" de seu par na sua vida e diante do resultado de seus sentimentos, irá perceber se algumas das situações acima são temporárias ou caracterizam definitivamente seu tipo de relacionamento. Porque se seu coração palpita mais forte; o suor torna-se intenso; sua temperatura sobe e desce vertiginosamente apenas em pensar na outra pessoa, a "convivência" faz com que o TEMPO transforme o que é AMOR em ETERNIDADE.
(Nota do Autor: Esse conto foi inspirado em outro conto chamado “A Arte de andar nas ruas do Centro do Rio de Janeiro”, de um dos meus autores favoritos, Rubem Fonseca. Minimalisticamente, ele se inspirou num outro autor conhecido da literatura nacional, Machado de Assis. Esse é um fragmento de um caderno de notas, uma parte o caminho foi feito no mundo real o outro no mundo dos sonhos. Nunca tive a intenção de fazer nada literário, é apenas uma homenagem diferente a aniversariante de hoje e a mulher que eu amo, Fernanda Pereira do blog Compulsão por Palavras)
Desde que desci do onibus em frente a estação do Metro da Presidente Vargas eu pensei nela. Não que eu tenha lembranças românticas do metro (mesmo o de sampa que é 15 vezes maior que o do Rio de Janeiro), mas pelo fato de ter entrado na Pça da República. A praça para mim é um dos recantos mais deliciosos, relaxantes e nostálgicos do Centro do Rio, desde que comecei a “usá-la” para estudar apostilas RosaCruz a anos atrás. A Pça da republica não é uma praça propriamente dita, é como um Mini-Parque Ecológico retangular, os românticos vão dizer que ele se parece com o Central Park, enfurnado bem no meio do transito caótico que contorna a Sede do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio, bem atrás da praça da Republica, recortando o Hospital Souza Aguiar, a antiga Casa da Moeda, para desembocar no meio da Presidente Vargas em frente a Central do Brasil. A única coisa que diferenciaria, segundo os românticos, a Pça da Republica do Central Park são a quantidade de gatos abandonados e Capivaras que o nosso Central Park tem. Entre os córregos, as árvores bruxuleantes, as cavernas artificiais, chafarizes e estátuas mitológicas nesse jardim, eu pensava nela. Pensava em caminhar despreocupado com o tempo, com a hora, com o sol ou a lua. De mãos dadas, numa cena nada incomum, mas com um significado único e comum a nós dois. Pelo sol deveria ser 4 da tarde, e eu sabia que o avião dela só chegaria ou passaria pelo rio a uma da manhã, se o vôo não atrasar.
Por isso eu resolvi andar sem relógios na memória...
Sai da Pça da Reública e fui caminhando até o Saara, Associação de Lojistas criada há mais de meio século e um dos paraísos de compras do Centro (muito menos do que a 25 de março e seus contrabandos) o Saara tem história, como tudo no Centro do Rio. Talvez por isso que eu sempre gostei de trabalhar aqui e apesar de seus problemas, moraria aqui sem questionar. Entre os lojistas recentes (20 anos), se misturam lojistas desde o final da 2º guerra Mundial, árabes, turcos, judeus, chineses, japoneses, espanhóis, italianos, portugueses, tailandeses qualquer origem fugida da guerra onde os sobrados abrigavam todos os refugiados. Ali ainda lembro de ter conhecido uma das primeiras lojas ali a Casa Pedro, que vende até hoje especiarias de todo o Brasil e boa parte do Mundo. Me lembrei dela e da farra que faríamos na cozinha (tb sei cozinhar, para os que não acreditam!) com todos esses temperos, sabores, aromas e degustações (a cozinha é um excelente afrodisíaco, para os olhos e para a boca!) o que não faltará para provar tudo! Enquanto caminhava entre a multidão suarenta de fim de tarde, muita gente saia do trabalho para comprar lá, as lojas funcionavam até as 19, 20 hs, quase havia esquecido uma outra característica da Saara: a Rádio Saara e suas propagandas uma pior e mais brega do que a outra! Não adianta fazer propaganda de qualidade, ninguém compra! Tem que ser bem tosco mesmo, totalmente trash! A que me matou de rir, inclusive depois de ter ouvido algo “parecido” da minha avó, é uma propaganda de aluguel de vestido de noiva. Tinha que ser breguérrimo! A mulher dá um grito no rádio e lamenta berrando: “Ai Meu DEUS! Eu quero é Casaaaaaaaaaaaaaaaaaar!” e toca marcha nupcial!! È de morrer de rir cara, ninguém casa ouvindo essa porra!
Sigo até a Rua do Ouvidor, onde tem a estátua do Pixinguinha, e parte dela onde é preservada desde o século passado, até a rua do Mercado, que de Mercado só tem o nome. Corto por uma viela e saio na Visconde de Rio Branco, seguindo para a Avenida Rio Branco, a artéria principal do Centro Comercial do Rio. Fico parado num sinal, dou um 360 e olho para cima. A única coisa que escuto são carros, ônibus, praças, lojas, igrejas, viadutos, camelos, secretárias, marginais, executivos, mendigos, advogados prostitutas, ambulantes, fachadas, janelas, cartazes, letreiros luminosos, pichações, lixo, bueiro, luzes vermelhas, fast-fode, vans, caminhões, perfume barato e principalmente pessoas. Isso me embrulha o estômago e prefiro sair da artéria pulsante, disfarçado de intestino, e recuperar o ar em outros órgãos.
O Centro do Rio de Janeiro pode ser lido de várias formas...
Corto caminho pela Sete de Setembro e saio na Gonçalves Dias, com suas lojas antiqüíssimas, muitas butiques, cafés e docerias, para admirar a mais histórica de todas, a Confeitaria Colombo. Ela não me sai da cabeça quando decido dar uma pausa para tomar um café com chantily e provar um brownie de fabricação própria. A Confeitaria Colombo existe, ou melhor resiste, há mais de 100 anos e é uma dos poucos resquícios do Brasil Império. Toda a sua arquitetura é baseado naquela época e seu café e extremamente convidativo. Mesmo hoje o nome é preservado, inclusive o preço na hora que eu vou pagar, mas vale pela curiosidade. Só não sei se a curiosidade vale pelo preço...
Resolvo continuar pela Gonçalves Dias até a Rua da Carioca uma das mais antigas e conservadas do Centro do Rio. Os mais diversos sobrados, hoje quase todos comercias pairam de datas centenárias, como um sobrado carcumido que parece uma toca de rato, na fachada vê-se a data, 1918, na lateral vê-se a atividade comercial, Relax por 15 reais, 15 min. Encontraram um nicho de mercado inexplorado: os de ejaculação precoce! Essas contradições, sobrados do inicio do século passado que viraram puteiros, acontecem o tempo todo no Centro do Rio, mesmo com as ruas de comércio direcionado. Enquanto eu ria da comparação, me lembrei dela, que tb tinha feito uma reportagem sobre o tema e o quanto eu tinha orgulho do seu trabalho, da sua inteligência, da sua sagacidade e da perseverança que há muito eu tinha abandonado por estar longe da faculdade. A rua Rua da Carioca é conhecida por comercio direcionado a Malas e Couros e Instrumentos Musicais (inclusive uma das lojas mais antigas do Brasil, onde Ary Barroso e Noel Rosa eram clientes), que hoje divide com Pastelarias, Puteiros e Boates, que foram dois cinemas antigos, da época que os homens iam ao cinema de terno, gravata e chapéu de feltro, e hoje virou Boate GLS e Boate de festas Alternativas, o Cine Ideal e o Cine Íris. Uma noitada com ela numa festa no Cine Íris, pulando e dançando em cima das cadeiras do cinema ao som de punk-eletro-rock, seria no mínimo alucinado, surreal e divertidíssimo! Já começa a escurecer e os Bares enchem depois do expediente. Lembrei do Bar Luiz, um dos mais velhos do Centro do Rio, e com as cervejas mais caras, com sua decoração até hoje igual a dos anos 30, quando foi inaugurado.
Começava a garoar, quando percebi que pelo fato dela chegar a noite, não verá o Pão de Açúcar na Baia de Guanabara quando aterrisar no Galeão. Pelo menos ela verá do Aerorporto o internacionalmente conhecido, Morro do Dendê! Perde-se um, ganha-se outro. (ou ninguém ouviu a musica do filme Tropa de Elite? “Paraparapapapapapapa, o Morro do Dendê ninguém vai invadi!”)
Andei despreocupadamente até a Pça Tiradentes, onde os pontos de entretenimento se divergem e dividem o mesmo espaço com mendigos e indigentes ao longo da praça. A estátua de Tiradentes está cagada de pombo, mas ficou linda com um novo varal de roupas extendido para secar a luz da lua. Carências sociais existem há muito tempo no Centro do Rio e qualquer um se quiser pode virar a cara para não ver. Mas ela existe e nesse sentido, de andarilho, não mencioná-la é destoante, até absurdo criar uma literatura baseada somente nas belezas pitorescas e esquecer o que está ali, debaixo das narinas. Quando menciono divergências de entretenimento é que existem para todos os gostos, 2 Teatros, Baile da Estudantina (Boate para quem é pé de valsa), puteiros em profusão e hotéis baratos para acomodação. Ali o movimento é grande, e ela ficaria fascinada com as peças maravilhosas nos teatros e com o clima do Rio antigo na Estudantina. Imagino ela numa roupa estonteante para dançar, um sorriso estampado e escancarado no rosto, com um perfume de distorcer meus sentidos e com um gingado excitante. As luzes da fachada do Teatro e da Estudantina fariam os olhos dela brilhar e cada palavra, cada gargalhada, cada choro, cada manha, cada swingue, misturando o sabor de sua boca com do vinho, eu ficaria completo...Caramba, já é tarde da noite e se eu fantasiar muito por aqui posso ser assaltado!
Para não perder tempo nem a hora, faço uma passada rápida pela rua do Pólo Cultural Novo Rio Antigo (novorioantigo.com.br) percorro a subida da Avenida Chile ao lado da Oi, percorro a transversal com a Av Rio Branco e a Almirante Barroso, sigo até a Avenida Antonio Carlos e pego o onibus para o Aeroporto do Galeão, já está quase na hora! Quando o ônibus pega a Av Beira Mar a chuva desaba torrencialmente, desfocando a paisagem lá fora, me deixando a sós num ônibus quase vazio, eu, minha imaginação e o coração saindo quase pela boca.
Todos os momentos, sensações e sentimentos contraditórios que tive ao longo do tempo comigo mesmo, anseia pela vontade incomensurável de encontrar com ela pela 1º vez. Juro que puxo lá das minhas entranhas todo o equilíbrio que eu tive a perseverança e a preponderância de exercitar e desafiar diante de algo inusitado nesses últimos meses, principalmente em beijá-la e saber que ela te ama cara. Mas a única coisa que eu penso é numa piada idiota sobre camisinha e sinto como se fosse um adolescente rumo a conquista do seu primeiro beijo! As vezes eu penso que seria melhor ainda três dias sem sair da cama...
Durante o trajeto fétido que me desperta desses pensamentos, quando o ônibus cruza a ponte passando pela Ilha do Governador sobre a Baia de Guanabara, a poça, chego desembestado a porta de entrada do Aeroporto Internacional do Galeão Antonio Carlos Jobim. Mantenho a calma itinerante, porque seu eu correr por aqui sou capaz de ser perseguido pela PF, como se eu tivesse cara de Fundamentalista Islâmico, e prossigo perguntando onde fica a porcaria do terminal de desembarque tal. Do outro lado do Aeroporto! Na ansiedade de entrar logo, esqueci que o ônibus passa pelos dois lados do Galeão. La vou eu igual a um cavalo andando pelos corredores até o outro lado do Aeroporto. Sinto muito, não existe espírito andarilho dentro de um aeroporto. Esteira, parede, mala, janelinha para ver o avião, balcão, cafés, souvenirs, janelinha para ver o avião, livrarias, jornaleiros, restaurantes, janelinha para ver o avião, informações, alfândega, painel eletrônico e mecânico com os horários e locais de embarque/ desembarque e...janelinha para ver a porra do avião! Tudo igual. Tomei um delicioso e caro café, pensando nela a cada gole e o quanto seria delicioso dividir um cafezinho juntos, enquanto conversamos trivialidades como dois namorados.
Finalmente achei a porcaria do local de desembarque da empresa aérea por onde ela sairia. Sentei na ante sala de espera de frente para o portão do desembarque, como se algum anjo fosse sair dali com uma espada flamejante e uma harpa dourada e redimisse os meus pecados. Não tive nenhum interesse esse ano em Natal e em Reveillon. No Natal eu não compartilhei com a hipocrisia anual. E no reveillon eu compartilhei o momento com pessoas que realmente desejariam conviver em harmonia, e por isso valeu muito a pena. A simplicidade e o calor humano deu lugar a suntuosidade e a ostentação. Por isso só dei importancia aquilo que é verdadeiro. Voltando ao aeroporto em algum momento me senti como se estivesse meio acordado e meio dormindo. Como toda chegada de celebridade como o Papa, a Madonna, o U2 ou os Rolling Stones, a dela deveria ser igual. Estava ansioso, nervoso, suado, angustiado, intusiasmado, excitado, esperançoso, desesperado, inseguro, confiante, extremamente feliz, inebriado, exasperado, desconcertado, contente, maravilhado, embasbacado, catatônico e quase tendo um choque anafilático. Ou seja, estava muito tranqüilo. Finquei os pés ali e não sai para nada até ela chegar (estava tendo um outro sintoma do nervosismo: hipotermia!) e o voou atrasou. Ela chegaria a 1 da manhã! Virei para procurar qual o relógio menos errado e TODOS marcavam 1:05 da manhã (dizem que é cabalístico, não sei), no exato momento que eu viro meu rosto eu sou encarado por um par de olhos castanhos que no momento seguinte, fração de milisegundos, se joga nos meus braços, me aperta tão forte e tão calorosamente que eu perco a respiração. E o tempo pára...
Se ficamos ali 15 segundos ou 15 horas ninguém tem idéia e pouco importa isso! Naquele lapso de tempo só existia dois corpos, o coração pulsando e mais nada. Porque o tempo e o espaço foram preenchidos, da maneira mais cabalística possível, que o resto pouco importa, só importa o ali e o agora. Lágrimas e sorrisos se perdem entre pulsações e apertos. O afago, o cafuné, o chamego, o xero, o aroma do perfume um do outro, transpassado pela memória desde o início até o derradeiro dia, é uma sensação de completa satisfação e conforto. A mais derradeira prova foi finalmente superada. Tive uma Epifania quando a abracei, as coisas ficaram nítidas, cristalinas e compreendidas. Aquele é o nosso momento. A vida é feita de momentos. E nossos lábios aproveitaram o momento propício também. O beijo é uma interessante estratégia inventada pela natureza para ser posto em prática quando as palavras se tornam supérfluas.
Hoje, 05/01 é aniversário dela! FELIZ ANO NOVO Fê! Que Deus ilumine e te abençoe para todo sempre, que sua força e perseverança, que nossa objetividade e sagacidade, alcance lugares nunca antes imaginados!
E saiba que esse esquizofrênico aqui, TE AMA DO FUNDO DA ALMA!
Palavras que me comovem Palavras que me tiram do sério Palavras que já tiraram meu sono Palavras que sacodem com tudo que tem aqui dentro Palavras que me emocionam Palavra que reavivam emoções que há muito, tinha deixado para trás Palavras que fazem o coração descompassarem Palavras que além que me tirar o fôlego, me fazem suspirar Palavras que me desconcertam Palavras que me apaixonam Palavras que me fazem acreditar a cada dia que amo mesmo Palavras que me vêem a mente através de sonhos Palavras que ecoaram nos meus tímpanos através de musicas Palavras que tentam a todo custo minimizar o tempo e o espaço Palavras que faz o tempo parar Palavras que transpiram pelos meus poros Palavras que me fazem tirar a roupa Palavras que me excitam Palavras que me fazem gozar Palavras que inebria meus sentidos Palavras que me entorpece Palavras que brinca com meu olfato a cada página Palavras que evocam lembranças que ainda terei Palavras que não saem da memória, menos ainda do coração Palavras esquizofrênicas e compulsivas Palavras que não são ditas Palavras que precisam ser ditas Palavras que dissemos para serem pescadas Palavras que tem duplo sentido Palavras subliminares Palavras subjetivas Palavras subentendidas Palavras que me calaram quando eu deveria dizer Palavras que arranham a garganta Palavras que machucam quando deveria curar Palavras ditas mas não esclarecidas Palavras que precisam ser iluminadas Palavras que transformam duvidas em certezas Palavras que saem pela boca, o que não transcorre pelas mãos Palavras que deveriam transcorrer pelas mãos Palavras que minimizam ausências Palavras que a história escreve Palavras que me fazem correr até vc Palavras que o mundo inteiro sabe
Palavras que só me trazem certeza, de já estarmos no inicio do que vamos ser Palavras que somente nós dois sabemos Palavras que me dão um desejo doido de gritar Palavras que priorizam aquilo que sempre quis na vida Palavras que priorizam aquela que sempre quis na vida Palavras que não conseguirão descrever. Uma coisa é falar a outra é agir. Palavras que me fazem pensar num futuro de uma maneira única, porque no futuro, todos nós pensamos. Palavras que me fazem dizer com outras palavras, como estas. Palavras que me fazem ser curto, grosso, seco e direto. Só que objetividade não é só assim. Palavras que me trazem uma liberdade quase onírica Palavras que já me fazem despertar para construir esse futuro todas as 7:15 das manhãs. Palavras que são segredos de liquidificador Palavras que são mais significativas no ouvido de quem amo, do que na mentalidade das multidões Palavras que me lembram para cagar e andar severamente para a opinião publica Palavras que me condenam só por me preocupar com isso Palavras que me ajudam a esquecer isso, por ser pequeno demais. Palavras que alinham minha mente já que o que penso, e faço, para o futuro, é grande demais para pensar dessa forma. Palavras que ajustam as sintonias das antenas Palavras que afinam as linhas telefônicas Palavras que contabilizam os bits e bytes de uma rede de idéias Palavras que não tem fronteiras, como nós e nossos pensamentos Palavras que são trafegadas nessa rede por ser a ferramenta que me trouxe até vc Palavras que me fazem perder o medo, a vergonha, a razão, o freio Palavras que me trazem saudades Palavras que podem sacudir nossas estribeiras, mas damos a volta por cima Palavras que não me fazem achar as palavras, porque tenho que achar o chão primeiro. Palavras que se transformam numa morena linda com um cachorro que parece um paio Palavras em que ela é mais do que um reflexo Palavras estas, que parecem ser mais fáceis de dizer do que parecem. Palavras que para mim são facílimas de serem ditas todas elas pela boca Palavras que me custaram meia noite de sono e meia noite de sonhos, o tempo necessário para chegar até os dedos, que gradativamente eu aprendo a destilar pelas mãos. E continuarei aprendendo...
Porque hoje, tudo o que temos um para o outro são palavras. Amanhã, teremos e seremos tudo que quisermos ser.
Sábado Animado. Esse programa de desenhos animados que não via a muito na televisão, foi meu breakfast de hoje, já que dormiu mal essa noite e precisava assistir algo que me fizesse rir. Desenho? Sempre gostei de desenhos animados e junto com Filmes e alguns sitcons americanos (como House, LOST, Friends, Cold Case, Everybody Hate Cris, alguns da tv aberta) são os únicos motivos que m fazem ligar uma televisão.
E fora ser deliciado com desenhos da antiga ate uns bem escrotinhos (fora a Maisa, esse anão havaiano disfarçado de menina), o que me impressionou mesmo são os brinquedos de comerciais. Ainda pensei ingenuinamente como uma criança que os brinquedos evoluíram. Alguns, claro. A graaaaaaande maioria só acompanhou a tecnologia para divulgar o mesmo conceito de sempre: brinquedos escalafobéticos para meninos e brinquedos rosas para meninas! Pelo menos umas 30 bonecas diferentes foi colocada no ar. Boneca que fala já não é novidade a uns 10 anos, a "moda" agora é o que ela fala! Tem umas que imitam bebe de verdade, fazem "xixi de verdade", "coco de verdade", mamam e arrotam! Só faltou dormir a cada 2 horas para completar a realidade! Outras bonecas patinam, rebolam, engatinham, anda, pula, abraça, respira, tem batimentos cardíacos, dorme de olhos fechados, chamam pela mamãe, choram, dão duplo twist carpado e ainda por cima ensinam a falar inglês (a boneca globalizada). Claro, a evolução social brasileira acompanhou a indústria de brinquedo e agora tb tem bonecas negras com exclusividade! Porque bonecas rosas e loiras qualquer uma tem! Além da Barbie, existe (ou eu descobri, sinto muito), uma tal de Susi e Polly, afora uma propaganda que passa em TODOS os comerciais, que vc compra jogos, besteiras, musiquinhas escrotas para seu celular, mandando uma mensagem para o numero 666 (com aquela musiquinha escrota do fundo que dá vontade de socar a tv!). Mas hoje as meninas tb tem sua Moto Elétrica...rosa! Puta que o pariu! Os meninos tem a de policia (medo) e do Batman (mais medo). Fui ver o preço de uma dessas e vai para mais de R$ 600,00! Se o dia que tiver um filho ele pedir uma dessas, apanha! Vai aprender a andar de bicicleta que é mais saudável, para mim ($) e para vc! Eu crente que ia ver algum roller blade feminino, e me aparece a "Sandália da Moranguinho, com Morango-giro" uma bola idiota em forma de morango que gira quando vc pula, uma espécie de pula-corda eu comigo mesmo, até vc se embananar e tomar um estabaco cinematográfico de bunda no chão, para alegria dos transeuntes e desespero dos pais!
E para terminar o show de horrores me vem a boneca da...Maísa!!! Aquela porra estronha por R$ 95,00! E o mais bizarro de todos os brinquedos: uma PIA DE BRINQUEDO! Onde vc aprende a lavar a louça.....brincando! Por mais gay que isso possa parecer, será que se eu tivesse uma dessa eu não teria tanta aversão a lavar louça como antes? Eu ainda me pergunto como alguém dava utensílios domésticos de brinquedo (minha irmã teve um fogão de brinquedo e me obrigava a comer aquelas merdas da plástico envenenado) levando isso a sério como uma maneira de educar.No meio de tudo isso um brinquedo assustador: Banco Imobiliário Brasil! Onde vc negocia, compra, aluga e vende...os pontos turísticos desse pais! Vc compra e vende os Lençóis Maranhenses, a ilha de Fernando de Noronha, O Pelourinho, o Pão de Açucar, o Bumbódromo de Parintins, O Patrimonio Histórico de Ouro Preto, a cidade de Blumenau (devastada pela chuva, hoje deve valer pouco) até o Pantanal Mato-Grossense!!! O Capitalista Selvagem pareceria a Chapeuzinho Vermelho diante desse jogo a partir de 8 anos! 8 ANOS! Estamos criando pequenos Georges Bushes!
Brinquedo pros meninos são melhores, tem tudo a ver com a realidade de hoje! Transformers, Max Steel combatendo monstros, Papet do BEN 10 (só descobri quem é BEN 10 depois que meu sobrinho jogou o jogo da memória do BEN 10 comigo umas 100 vezes!) que muda sua voz para uma voz de alien, O carro do filme "Carros" da Pixar, sandália do Homem Aranha que muda de cor quando tá no sol, Dinossauros, autorama e ferrorama, Pista descaralhada da Hot Wheels que rodopia num looping de 1080º, etc, etc, etc
É por isso que quando essas meninas chegarem aos 30 anos estarão brincando com Brinquedos de Gente Grande, enquanto os meninos tb brincarão com brinquedos de homem...parcelados em até 72X, com IPVA grátis e DVD de fábrica. Isso quando esses homens não chegam aos 30 com mentalidade de 12 e começa a disputa para ver quem tem o melhor brinquedo! Ou o maior, para piorar as coisas...
Uma alternativa a Blogagem Coletiva do Dia das Bruxas, que virá em 3 partes, pois não participei por falta de inspiração.Que só me veio depois...(merda)
Um personagem ficou muito conhecido na Espanha na década de 90 pela luta contra a Justiça, contra o Estado e contra a sociedade. O nome do suposto Mártir é Ramón Sampedro era um espanhol, tetraplégico desde os 26 anos, que solicitou à justiça espanhola o direito de morrer, por não mais suportar viver. Ramón Sampedro permaneceu tetraplégico por 29 anos. A sua luta judicial demorou cinco anos. O direito à eutanásia ativa voluntária não lhe foi concedido, pois a lei espanhola caracterizaria este tipo de ação como homicídio. Com o auxílio de amigos planejou a sua morte de maneira a não incriminar sua família ou seus amigos. Em novembro de 1997, mudou-se de sua cidade, Porto do Son/Galícia-Espanha, para La Coruña, 30 km distante. Tinha a assistência diária de seus amigos, pois não era capaz de realizar qualquer atividade devido a tetraplegia. No dia 15 de janeiro de 1998 foi encontrado morto, de manhã, por uma das amigas que o auxiliava. A necropsia indicou que a sua morte foi causada por ingestão de cianureto. Ele gravou em vídeo os seus últimos minutos de vida. Nesta fita fica evidente que os amigos colaboraram colocando o copo com um canudo ao alcance da sua boca, porém fica igualmente documentado que foi ele quem fez a ação de colocar o canudo na boca e sugar o conteúdo do copo. A repercussão do caso foi mundial, tendo tido destaque na imprensa como morte assistida.
A amiga de Ramón Sampedro foi incriminada pela polícia como sendo a responsável pelo homicídio. Um movimento internacional de pessoas enviou cartas "confessando o mesmo crime". A justiça, alegando impossibilidade de levantar todas as evidências, acabou arquivando o processo.
A Eutanásia é e sempre será um tema extremamente contraditório e nem sempre haverá uma solucção inteligente e criativa como o do Ramón. Mas o direito de morrer dignamente não deve ser confundido com direito à morte.
O direito de morrer dignamente é a reivindicação por vários direitos e situações jurídicas, como a dignidade da pessoa, a liberdade, a autonomia, a consciência, os direitos de personalidade. Refere-se ao desejo de se ter uma morte natural, humanizada, sem o prolongamento da agonia por parte de um tratamento inútil.
Isso não se confunde com o direito de morrer. Este tem sido reivindicado como sinônimo de eutanásia ou de auxílio a suicídio, que são intervenções que causam a morte. Defender o direito de morrer dignamente não se trata de defender qualquer procedimento que cause a morte do paciente, mas de reconhecer sua liberdade e sua autodeterminação.
A maior de todas as controversas é o meio jurídico. Por exemplo, em 2007, A Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu, por meio de liminar, a resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) que autorizava os médicos a suspender tratamentos e procedimentos que prolonguem a vida de pacientes terminais e sem chances de cura -desde que a família ou o paciente concorde com a decisão.
A prática, chamada de ortotanásia, estava em vigor havia um ano em todo o país, mas só tinha efeito interno -evitava, por exemplo, que o médico perdesse o registro profissional, mas não o isentava de ser responsabilizado criminalmente. Não há dados de quantos casos de ortotanásia ocorreram no último ano, mas a prática já é considerada rotineira no país.
Em razão da liminar, advogados acreditam que alguns médicos devam recuar na prática da ortotanásia porque, em tese, perderam o "amparo" da resolução. Existe um anteprojeto para descriminalizar a ortotanásia, ainda sem decisão plena, hoje enquadrada como crime no Código Penal brasileiro, e qualificado tb como homicídio qualificado, além da perda do registro profissional do CFM (Conselho Federal de Medicina)
Uma solução originada na década de 60, em Londres, onde a enfermeira Cecily Saunders criou um hospice (do francês, hospedagem, hospitalidade), para cuidar de doentes terminais, sem prolongar a vida, sem adiar a morte. Somente em 1990, que a OMS reconheceu e recomendou a prática. Ela é internacionalmente conhecida como "Enfermaria de Cuidados Paliativos"
Tema do próximo e último post.
Para quem quer se precaver nos tratamentos médicos, leia sobre o Testamento Vital.
Pela primeira vez na vida, me sinto um virgem nessa situação, estou participando de uma Blogagem coletiva sobre o folcore que importamos, sem saber o que verdadeiramente temos de folclore por aqui ou que outras opções mais inteligentes poderemos escolher! Blogagem Coletiva é a união de vários blogueiros ou simpatizantes, escrevendo sobre um mesmo assunto em uma data combinada com antecedência. Pontos de vistas deliciosamente diferentes! Propondo a pergunta:
Porque absorvemos o que tem de melhor, e de pior, SOMENTE da cultura estadunidense?
Tantos países melhores (de verdade) culturalmente falando do que os EUA e ninguém conhece ou toma conhecimento. Lembro de uma festa de Halloween há alguns anos, que passei a muito tempo atrás numa boate do Rio, tentando me entrosar com o clima do ambiente. Lembro de ter visto fotos de uma outra boate, para quem conhece aqui no Rio a festa no Cine Ìris, onde o pessoal estava todo fantasiado mesmo: Frankestein, Vampiros, Diabretes, Anjos (adorei!), Jason, Freddy Krueger, era uma profusão de sangue falso pára tudo quanto é lado! Como sou chegado numa clima de terror, nada mais engraçado do que entrar no clima! Fui com uma grande amiga para essa boate, para mim o falecido Dito e Feito, ela vestida de preto, com sangue cenográfico no corpo e nos pulsos, "fantasiada" de Suicida, e eu fui de médico psicopata, com faca de plástico ensanguentada, as mãos ossadas de um esqueleto, e vários "cortes" no jaleco e manchas de sangue nas costas, como um cirurgião muito habilidoso.
Foto de foto é uma bosta! Eu, o médico e Marilia, o "Monstro"!
Fomos para a fila do Dito e Feito e durante TODA A NOITE, EU, vivi uma típica noite de terror de um verdadeiro Halloween!
1 - Estava tão empolgado, baseado nas fotos do Cine Íris, que procurei vária pessoas fantasiadas. Não sei se era a boate, se eram as pessoas, se era o clima ou se era eu (que planejava sair com várias Múmias, Cleópatras e Diabretes, afinal solteiro é solteiro) que ao me deparar com a fila vi que NINGUÈM estava fantasiado, SÓ EU! Todo mundo estava vestido de roupas pretas, alguns até de bermudas pretas e camisetinhas "mamãe-to-forte" pretas, no máximo um ou outro chifrinho e chapéu de bruxa! Marilia me olhou com uma cara "Puta que o pariu" e eu devolvi com uma cara "Puta que ME pariu!"
2 - E para destacar ainda mais e destoar ainda mais do clima, eu era o único desgraçado vestido de BRANCO em toda a boate! E o pior, vestido de branco, ensanguentado e com uma faca na mão! Na boa eu me senti uma assombração, um fantasma, um exu, uma pomba-gira, um morto-vivo, uma vilão de filme de terror ou até um verdadeiro médico psicopata, porque eu causava o verdadeiro clima de halloween em todas as pessoas (inclusive nas mulheres): TERROR! Ninguém chegava perto de mim! Isso era preconceito contra a profissão médica e contra uma serial killer inocente! Claro que num minuto antes de entrar na boate eu me senti o Rei, todos olhando para mim! Logo eu me senti a Noiva Cadaver, todos correndo de mim! Juro que teve um momento Paparrazzi, quando todo mundo desconhecido se juntou perto de mim (devem ter pensado "I see Dead People") para tirar uma foto e logo em seguida todos se afastaram (pensando tb "ficarei bem na foto do site junto dessa aberração") que eu pensei em gritar AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Bando de Filha das Putas e sair correndo atrás de todo mundo com a faca na mão...de plástico e causar o terror naquela boate! Marilia se deu bem, e ainda descolou um encontro no fim de semana seguinte! Eu, no auge da minha auto-estima túmulo abaixo, sai da boate 2 horas depois, sob protesto da minha amiga dizendo que a festa tava ótima (ela desistiu de me convencer quando ameaçei esfaqueá-la...com a faca de plástico) assustando desde a recepcionista quando paguei a conta até os transeuntes quando saí do Arco dos Teles, revoltado, frustrado, ludibriado, enganado e balançando mórbidamente de um lado para o outro igual uma verdadeira assombração...bêbada! No fim, quando estava saindo do Arco dos Teles e virando a direita para pegar um onibus de volta ao cemitério de onde saí, ouvi um "psiu"! Um "psiu" à 00:00 (aliás, depois que olhei as horas começei a gargalhar freneticamente! UAAHAHAH!) no Centro do Rio, pode significar 3 coisas: um assalto, (muito provável), um (outro) bebado pedindo informação, ou então algum mendingo pedindo 1 real. Descobri uma QUARTA Opção: era um Policial MILITAR! Fudeu, agora sim quem vai ver "Dead People" sou eu! Ele gentilmente com uma AK-47 ligeralmente voltada para minha pernas (em momentos assim vc fica sóbrio numa fração de segundos) me perguntou o que era isso que eu tinha nas mãos... Enfiei a faca na minha cabeça, com um gesto de auto-piedade, frustração e inconscientemente torçendo para ela atravessar o meu cérebro, mostrando para o homem do fuzil que esta porra era de brinquedo. Ele sorriu e me deixou voltar para meu túmulo.
Portanto essa foi a ULTIMA vez que comemorei o Halloween! Fiquei traumatizado!! Foi daí que pensei em participar da Blogagem Coletiva com o convite da minha amiga Déia do Leio o Mundo assim...
Quem está organizando o povo que vai bloggar coletivamente no dia 31 de outubro (adivinhem? Dia do Halloween!) é o site do Ronaldo, visitem o site do Vida Blog para participar do evento!
Eu sei que passei um bom tempo ouvindo o CD do Lenine até enjoar (é ruim de enjoar!), mas realmente a semana, e a velocidade da informação, seguem em velocidade de supercruzeiro! Realmente eu fiquei sem tempo/inspiração para escrever diante de tantos problemas a serem resolvidos. Passei 3 dias sem ler e-mail e minha caixa lotou!!! A Bolsa já subiu, desceu, despencou, o dólar junto, vereadores foram presos, denunciados, mortos e até foi descoberto recentemente um CD de Funk com proibidões sobre a Milícia Liga da Justiça! Não que isso realmente tire meu sono, mas sei que meus vizinhos escreveram 15.000 posts e eu ainda não os li!!! Teve gente até reencarnando! Juro que comento todos hoje!
Quero "apenas" agradecer aos meus vizinhos que me presentearam com 2 selos e um meme delicioso!! Tanta coisa passou ao mesmo tempo que quando vi dois presentes eu fiquei sem palavras!! Demorei até para publicar por puro egoísmo! Por mais que um selo possa ser criado da maneira mas simples possivel (até no PaintBrush), recomendá-los é como uma "surpresa inesperada", algo como aparecerem assim de surpresa aqui em casa e trazerem um vinho ou uma caixa de Malzibier! Lógico que um vinho ou uma caixa de Malzibier seria muito mais prazeroso do que um selo, mas a simbologia é a mesma! ;-)
Portanto eu to indicando essa malandragem abaixo para um selo de leitura, para quem aprova escritores de mãos cheias (autoria da Déia), um selo de viajem nas palavras, para os que escrevem com o sexto sentido (autoria da Fê), e um meme da Déia, intitulado Meme de Criança, com as devidas regras, estória da minha infancia, e uma foto ontem e hoje da minha cara:
Leio o Mundo Assim - da minha espetaculosa Déia, que tb me dedicou o Meme!
O Meme, Coisa de Criança, dedicado pela Déia, tem as seguintes regras:
Colocar o link de quem lhe indicou para a brincadeira;
-escrever um texto sobre alguma lembrança de sua infância;
-postar o selinho do meme dentro do artigo;
-se possível, colocar uma foto de quando era criança ou adolescente;
-chamar cinco amigos ou mais para brincar também.
Bom história mesmo de criança que eu me lembre e marcou minha infância é que eu era um menino muito comportado: apanhava para caralho! Até aprender a bater!
Igor aos 3 anos, com cabelo liso e fofo como bunda de querubim
Quando morava na Ilha do Governador, eu tinha uma paixão infantil por futebol, como todo moleque da época. Eu tinha 3-4 anos. Tinha todo o aparato completo, camiseta (era fã do Flamengo na época. Criança não tem muita noção, sabe?) short e chuteira, só não tinha a porra da bola. Um amigo na época, Rodrigo, tinha a bola, o que o tornava o Rei do Futebol para a mulecada da área, porque sem ele, nada de futebol! Em uma discussão entre eu, Rodrigo e Rafael (outro muleke da época), o Rodrigo era mó fominha e não queria emprestar a porra da bola, entramos na porrada, ou melhor, entrei na porrada! Não consegui a bola, apanhei e voltei para casa chorando. Meu pai, que eu me lembre isso foi até uns 9 anos de idade, tinha uma marca registrada para as merdas que os filhos aprontam: era um "blim-blim" do cinto de cou-ro, pendurado na maçaneta da porta da cozinha! Era automático, eu ouvia o blim-blim do cinto sendo tirado da maçaneta já gritava "não-pai, não-pai, não-pai, não-pai, não-pai, não-pai" e vazava correndo pela casa até ser pego! Depois da segunda briga que tive com o Rodrigo, meu pai com o cinto na mão me deu um ultimato: "se voltar para casa chorando vai apanhar!"
Batata! Tomei uma banda e me estatelei de costas no chão, subi quase engasgando para não chorar, mas depois que entrei não deu para segurar, UÀAAAAAAAAAAAA! Meu pai se envergou e perguntou cínico igual a Morte:
- "Meu filho, mas o que foi que aconteceu?"
- "O Rodrigo me bateu pai!"
O resto a cena de sempre, o blim-blim, e eu me escondendo debaixo da cama gritando "não-pai, não-pai, não-pai, não-pai, não-pai, não-pai", até ele me puxar pelo pé e me chicotear com o cinto de cou-ro. Me dando uma lição que ultrapassará os séculos, disse que eu apanhei para eu "Nunca mais apanhar dos outros!" Obrigado pai, isso eu carregarei até o túmulo!
Depois de levar uma chicotada do pai, fui até a casa do Rodrigo e dei uma porrada na cara dele na frente de toda a família! Vê-lo chorando no chão chamando a mãe, deve ser a glória de toda criança que apanhou! Claro que eu sai correndo para dentro de casa! Levar 3 coças no mesmo dia não dá! ;-)
Igor, 26 anos depois, com o cabelo crespo do capeta
Então, aproveitando esse momento erê, dedico o Meme, Coisa de Criança, a TODOS OS meus dedicados aos dois selos lá em cima!!!
E não vou deixar que a velocidade das coisas me tirem do eixo!!
Entre o morrer e o nascer; entre o despertar e o sonhar; entre o odiar e o amar; entre o caminho e a neblina; entre o foco e o embaço; entre a emoção e a razão; entre a audácia e o medo; entre o desespero e a fé; entre a loucura e a sanidade; entre o orgulho e a vergonha; entre a crença e a dúvida; entre a saúde e a dor; entre o psíquico e o espírito; entre o vacilo e o equilíbrio; entre a consciência e a paz; entre as trevas e a luz;
Alguém já entrou num ambiente estranho e sentiu como se já estivesse ali, o famoso dejávu? Já foi convidado a ir a casa de alguém, e assim que entrou parece que um peso de 500 kilos foi colocado nas suas costas? Quando conversou com alguém, e que esse alguém, em algum momento tentou se impor, intimidar ou diminuí-lo, gerando um conflito onde os dois ficaram esgotados, fisica e mentalmente, como se tivesse acabdo de correr uma maratona? E quando vc para diante do topo de uma montanha, respira fundo de olhos fechados e sente toda a sua energia revigorada, não importa o quão dificil tenha sido a caminhada?
Eu não sei definir, pessoalmente falando, o que seria essa energia cinética que percorre nosso corpo, que nos conecta ao universo, que translitera o nosso pensamento ou que nos é sugado muitas vezes inconscientemente. As religiões e filosofias orientais tem vários nomes, fluido vital, chackra, ki, campo magnético e etc. Mas não vou abordar nenhuma delas e sim a maneira mas predadora de perde-la e o que tem me atingido a bastante tempo.
Dentre outras coisas, muitas vezes o que causa um esgotamento mental e psíquico, que vai se espalhando igual virus, esgotando corpo, vontade e raciocínio, é alimentado pelos nosso próprios problemas, do presente ou do passado. É por isso que ultimamente eu tenho me esforçado para usar uma sinapse da qual já venho evoluindo a décadas: a do esquecimento. O passado deve ser mantido no lugar dele e não trazido nas costas feito mochila de viajante, lotada com os erros cometidos e alegrias jamais revividas. Para ser feliz é necessário pouca coisa além de se livrar do excesso de carga e esquecer as coisas certas. Algumas viagens que nunca foram feitas, teve o tempo hábil para isso, não serão agora que elas se realizarão. Não é a mudança no meu universo que vai mudar o meu presente. Isso é do coração para dentro. A paixão e o amar empresta um sentido quase mítico aos dias comuns, torna o cotidiano mais divino, mais aromático, mais céu, menos inferno, mas é esquecer, diante de toda a dor que podemos suportar, e sobrevivemos a isso, que nos torna aptos a nos encantar novamente dali a pouco. Já esqueci amores inesquecíveis e sobrevivi a paixões que, tinha convicção, me matariam se terminassem. Muitas vezes isso rebombava na minha mente até a exaustão, até o esgotamento. Cansei. Não existe memória fotográfica da pele de todos os que passaram por nós: gente demais, espaço de menos... Sei que com o tempo algumas pessoas simplesmente são apagadas da memória como filmes desimportantes. Sem maldade ou intenção, apenas esmaecem até desaparecer. O que fica é o sentimento, é o calor de que um dia isso possa voltar a queimar, como um vulcão em erupção. No fim de tudo, ou no princípio, descubro que a melhor e maior fonte de energia vital vem de cima. Diante de todas as faltas de discernimento do qual fui provocado, a fé, é a que mais sofre com isso. E percebi que isso é um conta-gotas numa rocha, capaz de furar até a mais resistente rocha vulcânica. Se despejado de uma vez só, vai apenas molhá-la.
O acaso é talvez, o pseudônimo que Deus usa quando não quer assinar suas obras.
Nunca mais haverá amor como aquele? Ótimo, porque o novo é tão imenso que seria um desperdício se algo se repetisse. Todo mundo passa. E isso, definitivamente, faço questão de NÃO esquecer...
Domingo, horário de Brasília, 19 horas, Uruguaiana, Centro do Rio. Tendo pelo menos um dia de paz...
Foto tirada de um Nokia 6125. Quem conhece a esquina da Rua da Carioca com Uruguaiana sabe, que o melhor momento de vc fotografar com uma camera ali é calçando um bom tenis de corrida. Ainda mais domingo.
"Você é a única pessoa com quem é obrigado a acordar todos os dias de manhã... e como vai fazer isto o resto da sua vida, é melhor que o faça com prazer."
Alguém já sonhou com um personagem tentando se passar por outro? Ontem sonhei com minha falecida avó...tentando se matar! Ela exasperava de um lado pro outro, atavessava a rua esperando que a atropelasse, xingava os motoristas de vagabundo, alcoólatra e o caralho. Estava com meu pai, minha avó é mãe de minha mãe, e ela se desesperava, dizendo que perdeu sua filha, que queria morrer, q não ageuntava mais. Meu pai chamou um médico psiquiatra para amarrá-la no meio da rua! Eu transtornado, em prantos, perguntei porque está fazendo isso, como perdeu sua filha se minha mãe está bem, porque quer se matar. Acordei meio desnorteado e incrédulo.
Tive um momentâneo lapso de razão, voltei a dormir, sonhei com o momento que tinha parado quando acordei, olhei bem na cara dela e falei: Minha avó amava a vida! Por mais que ela reclamasse pela solidão de ser a ultima das 5 irmãs, ela amava a vida mais do que tudo! E ela não perdeu a filha em hipótese alguma! Não sei quem é a senhora, mas vc NÃO É MINHA AVÓ! Pai, pede para soltá-la e vamos embora! Ela completamente embasbacada, berrava, chorava e pedia pelo amor de Deus. Respondi que se quisesse conversar comigo, poderia ser a qualquer momento, por qualquer meio, menos se fazer passar por outra pessoa para chamar a atenção. Acordei definitivamente e muito bem disposto! Quantas vezes alguém já teve um sonho como esse?
Fui incontestavelmente parido à 1:00 da manhã, durante uma festa de um sábado à noite, no final dos anos 70 em comemoração ao maldito dia do Advogado (ou do Promotor Público), onde todo mundo bebeu até cair e saiu sem pagar a conta! Sei que isso não diz quem sou eu, só de onde eu vim. Mas com o tempo vc vai descobrir...Alice ali se aliciou ou ali se alucinou?